A c t u a l i z a ç õ e s d e B u d o J u n h o 2 0 0 2 |
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| Miguel Castro Caldas | ||||||||||||||
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Editorial |
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procurávamos um nome para esta revista deparámos com um problema: é que, ao
tentar encontrar palavras que traduzissem o que pudesse ser "artes marciais",
os nomes que iam surgindo, facilmente remetiam para o discurso místico, ou por
outro lado, para a linguagem dos desportos de combate. Como, actualmente, toda
a população tem uma ideia feita acerca das artes marciais que cai nestes dois
polos erróneos, nós queriamos apresentar com esta revista, uma visão mais equilibrada
e também mais aberta, partindo de vários pontos de vista. E MON, que eu saiba,
parece não querer dizer nada, por isso, acertámos no alvo. Para além disso,
o som MON (que em japonês é uma palavra que significa portão) tem uma ressonância
que lembra qualquer coisa não definido no nosso cérebro, algo arcáico, e por
isso me lembrei logo daquele prefácio do Miguel Castro Henriques, que dizia:
o tradutor espera que o leitor possa sentir nalguma medida o estado de espírito
índio, o estado de espírito de um guerreiro aberto ao mistério e que se abandona
sem reservas ao seu destino, quando apresentava um livro com traduções suas
de textos dos índios da América, onde era, afinal, o verdadeiro extremo oriente
(pois não pensava Colombo atingir as Índias por Oeste? E chamou índio àquele
que lá estava a recebê-lo, aquele caçador e guerreiro semelhante ao das vias
do guerreiro zen, nas palavras outra vez do Miguel Castro Henriques). É que
nós, que praticamos o Budo com diligência, também não é o Japão exótico que
procuramos, é mais essa América que talvez nunca tenha chegado a existir, é
mais um oriente ao oriente do oriente, como nos deixou Fernando Pessoa dizer
Álvaro de Campos. É a linguagem que não podemos encontrar sem ser aqui e agora,
o extremo oriente está afinal dentro de uma arca enterrada no jardim da nossa
casa (mesmo que a nossa casa não tenha jardim). Enfim, a Via para Parar o Conflito, que é, afinal, a verdadeira tradução da palavra Budo, é o objecto e o propósito desta revista. Esperamos poder contribuir para dar voz a quem tem sopro, e isto é como quem pede a quem tem para dizer, que diga, já que respirar, respiramos todos. Neste número, todos os artigos foram, realmente, ditos no mesmo dia e no mesmo sítio. Por isso toda a excelente concepção gráfica traduz o maravilhoso local onde estas vozes falaram, em torno do tema que tinha sido proposto: A Simbologia nas Artes Marciais. Vieram praticantes de Kyudo, de Judo Tradicional, de Aikido, de Karate-Do, e de Yoga, no dia 2 de Dezembro de 2001, ao Dojo Murakami para cumprir o evento anualmente organizado pelo Centro de Artes Orientais chamado de Jornadas de Outono. Ao fim de tantos anos de vontade de existir, aqui está a revista MON, de mãos vazias, porque é vossa. |
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| O que é a M O N ? | ||||||||||||||
| Editorial Junho 2002 | ||||||||||||||
| A r t i g o s J u n h o 2 0 0 2 : | ||||||||||||||
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O
Arco e a Barca |
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|
A
pastorícia do boi |
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|
Simbolismo
nas artes marciais |
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Práticas
Corporais Orientais no Ocidente |
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|
O
Simbolismo Visto Através da Janela do Aikido |
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